Os atletas paralímpicos têm buscado a igualdade de oportunidades para competir nos Jogos Olímpicos. O precedente foi criado por Neroli Fairhall, uma arqueira paralímpica da Nova Zelândia, que competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles.

Em 2008, Oscar Pistorius, um velocista sul-africano, tentou se classificar para as Olimpíadas de 2008. Pistorius teve as duas pernas amputadas abaixo do joelho e corre com duas lâminas de fibra de carbono. Ele detém os recordes paralímpicos nas provas dos 100, 200 e 400 metros.

Em 2007, ele competiu em seu primeiro meeting internacional em pista para não-deficientes, após o qual a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), órgão regulador do atletismo, proibiu o uso de qualquer dispositivo técnico que empregue "... molas, rodas ou qualquer outro elemento que forneça ao usuário uma vantagem sobre outro atleta que não utilize esse dispositivo." A preocupação entre os atletas e a IAAF foi que as lâminas de Pistorius lhe dessem uma vantagem injusta. A IAAF, em seguida, determinou que Pistorius estava inelegível para o Jogos Olímpicos de 2008.

Esta decisão foi anulada pelo Tribunal Arbitral do Desporto, que alegou que a IAAF não tinha apresentado provas científicas suficientes que as próteses de Pistorius lhe dava vantagens indevidas. Consequentemente, se ele conseguisse o indíce olímpico, ele seria autorizado a competir. Sua melhor oportunidade para se classificar foi na corrida de 400 metros.

Pistorius perdeu o índice, a uma distância de 0,70 segundo. Ele competiu nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2008, onde ganhou medalhas de ouro nos 100, 200 e 400 metros sprints.

Os atletas sem deficiência também competem nos Jogos Paralímpicos: os guias visuais para atletas com deficiência visual, são uma parte estreita e essencial da competição, que o atleta com deficiência visual e o guia são considerados uma equipe.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Paral%C3%ADmpicos

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